Espero que tenham curtido, apesar de ele ser bem pessoal, acho que dá pra refletir nos sentimentos contidos nele.
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julho 25, 2017
Autoral: Reencontro
Olá pessoal, tudo bem?
Sabe quando faz tempo que você não escreve, e de repente, um acontecimento te enche de sentimento, te arrebata e te inspira?
Acho que vocês sabem bem do que estou falando. Pois é, o texto de hoje eu escrevi em um desses momentos. Confiram!
E ali estava eu, diante da sua presença tão marcante.
Parecia um sonho, quando eu me despi do meu orgulho,
dos meus princípios e das armadilhas sociais desse mundo.
Incentivada por aquilo que deu início a esse instante.
O desejo instantâneo ao te conhecer foi perceptível.
A timidez não foi suficiente para disfarçar a paixão.
Embriagada fiquei, pelo trabalho de suas mãos.
Ainda assim, para você eu continuei sendo invisível.
Mas no giro do mundo um reencontro aconteceu.
De forma inusitada e controversamente conveniente.
Entre muitos personagens e personalidades diferentes.
Desprovidos de qualquer pudor ali estávamos você e eu.
Exposta, anônima e inconsequente a você me abri.
Como se nascida para tê-lo sempre dentro de mim.
Sentir-te, tocar-te, beijar-te, amar-te, isso foi o meu fim.
Quando percebi que terei meu coração partido por ti.
Um sentimento há muito perdido, esquecido em meu ser.
O qual não achava mais ser capaz de renascer, reviver.
Se foi feitiço ou magia, não sei, mas me pegou para valer.
Agora busco uma cura, pois sinto que nunca terei você.
OBS: O título é provisório, mas aceito sugestões.
Espero que tenham curtido, apesar de ele ser bem pessoal, acho que dá pra refletir nos sentimentos contidos nele.
Espero que tenham curtido, apesar de ele ser bem pessoal, acho que dá pra refletir nos sentimentos contidos nele.
Até a próxima!!!
julho 07, 2017
Poema: Desencanto
Olá pessoal, tudo bem?
É incrível como férias nos dá tempo para tudo. Para se divertir, ler, escrever...
Aqui quem fala é o Leandro, andava sumido aqui do blog, mas a correria realmente nos deixa ausentes. Vamos conferir mais um daqueles momentos introspectivos de reflexão cotidiana.
Desencanto
É um história louca o que vou falar
Mas é que te conheci e nem tive tempo de te conquistar
Perder aquilo que não se tem
É uma ilusão que parece Coisa do além
Deixar o tempo com as respostas
É o mesmo que me virar as costas
Talvez, isso tudo aqui sejam só pequenas rimas
Mas o meu coração diz que eu deveria dar a volta por cima
Não há muito o que lamentar
Lamentar é para aqueles que não quiseram lutar
E sempre haverá um outro lado da história
Teremos o mocinho com a sua glória
E o vilão para revelar as suas memórias
E nada acaba onde começou
Mas, sim, onde terminou
O término é só o começo
Das grandes dores sentimentais pelas quais padeço.
Um amor se constrói
E tudo que dói
Que possamos mudar
E, assim, encontrar alguém disposto a nos amar!
Até a próxima!
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O que você achou? Eu adoraria saber sua opinião! Deixe aqui seu comentário junto com o link do seu blog para que eu possa retribuir a visita. Por favor, seja cortês e evite usar palavras ofensivas e termos pejorativos. Obrigada pela visita!
abril 09, 2017
Autoral: Frestas
Olá pessoal, tudo bem?
Encontrei um dos poemas que escrevi há muitos anos, perdido em minhas anotações e resolvi compartilhar com vocês.
É bem metafórico, então não espero que todos entendam,pois acho que hoje nem eu mesma entendo bem kkkk.
A vida escolheu nos colocar dessa forma:
Você do lado de dentro e eu do lado de fora.
Enquanto você almeja sair, eu sonho poder entrar.
Onde apenas uma porta, teima em nos separar.
Não há tranca, nem cadeado, mas sim, uma senha
Conseguirá abri-la, somente aquele que a tenha.
Quis o destino que por descuido eu a tenha perdido
E por ironia aquele que achou, a tenha escondido
Mantendo-a trancada, prendendo nosso desejo,
Impedindo que mais uma vez eu sinta seu beijo.
Não adianta forçar, empurrar, ela não vai ceder
Restam as frestas da porta onde o sol pode bater.
Faz frio aqui fora e me sinto cada vez mais só
Enquanto estás aquecido, mas sentindo-se pior.
E é somente à luz do dia em que eu posso te ver
No instante que se ilumina cada parte do teu ser.
Eu já não tenho mais forças, mas tu tens o poder
De encontrar essa senha e conseguirmos vencer.
Essa busca que parece não ter fim é crueldade
De alguém que não conhece o amor de verdade.
Mas, é preciso ter fé, força e coragem pra lutar
Visando sempre o objetivo que se quer alcançar.
Na verdade, acredito que você acabou cansando
Desistiu de ter sua liberdade e foi se acomodando
Esqueceu que aquela senha você pode mudar...
Abrir a porta, bater as asas e finalmente voar.
Quando eu conseguir entrar, só encontrarei o pó
Pois do lado de dentro me sentirei ainda mais só
Vendo-o seguir ao longe, para não mais voltar
Voando alto, deixando-me, sem para trás olhar
Após conseguir em vão entrar, para a ti me prender
É só através das frestas que eu posso realmente te ter.
Espero que tenham curtido, estou a escrever faz um bom tempo e é bom resgatar quando eu tinha tanto tempo e inspiração para escrever.
Até a próxima!!!
fevereiro 19, 2017
Poema: Eles e Elas
Olá pessoal, tudo na paz?
Hoje é dia de trazer para vocês mais um poema de autoria própria do nosso colunista, o Leandro.
Quem teve a oportunidade de conferir a primeira postagem de autoria do Leandro, já conhecem a qualidade do que ele escreve.
"Eles e elas passam
Alguns, sempre olhando adiante
E eles e elas caçam
Alguns, sempre olhando o instante.
Eles e eles se arriscaram
Então, admiraram juntos o horizonte
Depois, as mãos se entrelaçaram
E olharam pelo monte.
Elas e elas beijaram-se
E a amargura alheia surgiu,
Mas elas e elas amaram-se
E o velho ódio sumiu.
E os passos leves pesaram
E todos eles e elas não mais se viram
Depois, não mais se amaram
E a verdade, a eles mesmos, omitiram."
Escrito em: 3 de maio de 2016
Até mais!!
janeiro 27, 2017
Poema: Ser Adulto
Olá pessoal, tudo bem?
A partir de hoje, teremos um novo colunista no blog e ele vai trazer muita coisa bacana para nós. E para começar, ele nos brindou com esse lindo poema de autoria própria. Confira:
"Ser adulto é difícil...
Você acaba de almoçar
E já pensa no jantar
Você come e a frustração some
Você come e lá vem a fome...
As corridas na chuva diminuíram
Alguns amigos da infância sumiram
As paixonites que faziam o seu coração palpitar
Hoje, grande ironia, só nos fazem odiar
As oito horas, antes dormidas
Foram trocadas por longas noites de bebidas
Hoje, se passar de 5 horas
Grite: Glória!
O parquinho da infância
Que antes trazia esperança
Foi trocado pela tecnologia
Sabíamos que isso ia acontecer um dia
Livros são apenas meros objetos das estantes
Pensamentos críticos, quem dera, não veremos como antes
Mas fica uma lição
Seja criança e não perca essas boas lembranças!"
(Leandro da Silva)
E aí, curtiram? Eu sou fã desse garoto com quem tive a oportunidade de trabalhar, e é um privilégio tê-lo por aqui.
Saiba mais sobre nosso novo colunista clicando AQUI.
Até a próxima!!!
julho 29, 2016
A Droga do Amor
Olá pessoal, tudo bem?
Hoje pesquisando em meus arquivos, descobri um texto antigo, escrito em 2011, em um momento conturbado da minha vida, que acabou refletindo nas minhas decisões futuras.
É um pouco metafórico, mas acho que a ideia fica bem clara e eu compartilho com vocês na íntegra e sem fazer nenhuma alteração. Espero que gostem.
"Eu precisava
desabafar publicamente, pois dizem que o começo da cura está em assumir o
vício. Então, eu confesso: Sou viciada!
Essa droga entrou na
minha vida há 13 anos. Eu a descobri através de uma amiga em comum. Passamos a
conviver cada dia mais, e eu não queria larga-la em momento algum. Fiquei a
passar noites na pracinha, desfrutando da sua doce e maravilhosa companhia. No
começo, os amigos que nos apresentou fizeram parte do nosso convívio, mas com o
tempo, nossa relação se tornou mais séria e muitos amigos se afastaram. Quando
eu já não conseguia mais viver sem ela, passamos a ser só nós.
Por mais de dois
anos tivemos uma relação de altos e baixos, mas nunca fiquei um só dia sem
pensar nela, sem vê-la em qualquer lugar que ia, nem de lembrar do seu perfume
inebriante. Foi quando percebi que o vício havia tomado conta de mim. E já era
tarde demais.
Resolvi me
desvencilhar dessa droga que corroeu a minha vida, me afastou dos amigos, da família.
Mesmo porque ela já havia tomado a vida de outras pessoas também, e eu não
queria continuar me sentindo um nada, sendo esquecida por tudo e por todos. Era
como uma prisão sem grades, pois eu queria estar presa a ela, mesmo sabendo que
estava definhando, me tornando uma pessoa infeliz e amarga.
Mas não consegui
ficar muito tempo longe, pois volta e meia, lá estava ela, me olhando, me
chamando, me arrepiando até a alma. Quem poderia resistir a tão grande desejo e
sedução provocado por algo tão bom? A sensação de estar com ela, era única,
nunca sentida com outras drogas.
Eu não via a hora de
sentir seu gosto na minha boa, seu cheiro, o toque em meus dedos, a sensação de
êxtase que só ela me causava. Mas quando acabava, era como se o mundo tivesse
acabado junto, pois não existia mais nada, só restava seu cheiro impregnado no
meu corpo, no cabelo, nas roupas, só restava um gosto amargo na boca. Uma
sensação de abandono e de ter sido usada como um jornal velho.
Logo, eu me dava
conta que não podia mais fazer aquilo, não queria mais encontrar com ela e
fugia de todos os lugares onde poderia encontra-la. Não durava muito e lá
estava ela novamente. Foi assim, por 10 longos anos. Eu vivendo nessa agonia de
me deleitar em pequenos instantes de puro prazer e conviver dias, às vezes
meses, me contorcendo em um doloroso processo de abstinência.
Um belo dia resolvi
mudar e dei um basta para a droga. Coloquei na minha cabeça que não precisava
dela para ser feliz e que tomaria de volta a vida que ela me tirou. Passei a me
dedicar mais a mim mesma, comecei a ler, fotografar e trocar ideias com alguns
poucos, mas novos e bons amigos. Amigos que não tinham nenhuma relação com meu
passado. E fui feliz por 8 meses. Ainda me sentia vazia, incompleta, mas entendia
que era porque minha vida não era plena de outras coisas, como um bom emprego,
um namorado, filhos etc. E continuei acreditando que em breve todas essas
coisas chegariam para mim, assim como chega a primavera todos os anos.
E foi aí que ela
entrou novamente na minha vida. Redescobri-a através das redes sociais. Lá
estava ela sorrindo pra mim, como se me implorasse para me ter novamente. Eu
resisti, ignorei e fingi que isso não estava acontecendo. Enfureci-me comigo
mesma, percebendo o quanto ela ainda mexia comigo, com meus brios, com meu ego,
com meu desejo, que perto dela, parecia insaciável. Eu me sentia vazia e de
repente ela veio preencher um espaço que sempre esteve guardado dentro de mim,
destinado a ela.
Mas ela não era mais
a mesma pra mim. Não tinha o mesmo sabor, nem o mesmo cheiro, ainda assim, a
sensação de êxtase, de ir ao céu só em tocá-la não mudou. Não posso explicar
como me sinto em relação a ela agora, mas ela consegue me fazer feliz, como se
a possibilidade de realização de todos os meus sonhos dependesse única e
exclusivamente dela. E mesmo sabendo que não, eu já não enxergo de outra forma.
Talvez a droga tenha afetado minha visão e minha percepção de um mundo aquém do
seu estímulo, do seu delírio. Em contrapartida, me sinto fraca, doente, triste,
com vontade de morrer, sabendo que preciso, mas que não posso viver sem ela.
Existiria uma cura
para o meu vício? Talvez uma vacina que me mantenha imune aos seus encantos?
Pois não quero morrer por ela, seria desumano demais, visto que ela me deu a
vida, mesmo levando-a consigo quando eu já não tinha forças para suportar a
dependência. Uma droga que tem nome de conquistador, que me levou ao céu e ao
inferno. Que realizou sonhos e os transformou em pesadelos. Que me fez ter por
ela o único sentimento verdadeiro e bom que existe no mundo... me viciou. E
esse vício tem sido minha ruína, pois já não consigo lutar contra, ao mesmo tempo
que não quero continuar numa batalha que poderá me tirar o pouco de dignidade
que ainda me resta. Preciso de ajuda, mas não sei de onde ela virá, pois ainda
não inventaram a cura para esse vício... o amor."
Até a próxima!
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