Mostrando postagens com marcador Dica de Filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dica de Filme. Mostrar todas as postagens

novembro 03, 2017

Dica de Filme: Thor - Ragnarok

Olá pessoal, tudo bem?
Primeiramente, quero pedir desculpas por ter deixado de postar os lançamentos do cinema semana passada, pois com as postagens de divulgação acabei ficando sem espaço para o post, mas vou deixar o link aqui para quem se interessar em saber o que ver no cinema, e já adianto que tem coisa boa.


Mas vamos ao que interessa, porque hoje trago a dica de um filme massa que estreou a pouco tempo e é uma ótima opção para quem gosta de filme de super heróis e quer desopilar.

Sinopse: No filme da Marvel Studios, "Thor: Ragnarok", Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir Ragnarok - a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana -, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa de sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador - Hulk.

Então, esse é o terceiro e ultimo (?) filme solo do nosso lindo deus nórdico da Marvel, cuja trama veio mais leve e divertida, devido a mudança de diretor. E posso afirmar que esse é o melhor filme do super herói, visto que a história não se desenvolve em torno daquele romance sem graça dos primeiros filmes. Aqui Thor vai mostra porque é o deus do trovão.


Entrar em detalhes do enredo aqui me faria soltar inúmeros spoilers, pois há várias novidades, mas para quem quiser saber mais, há muita informação sobre o filme que pode interessar aos fãs. Mas já posso dizer que nesse filme, conhecemos um outro lado da mitologia por trás de Asgard e de seu deus Odin. Vamos conhecer personagens novos que não haviam sido citados nos filmes anteriores, conhecidos apenas pelos leitores dos quadrinhos.


Tudo isso, meio que faz com que esse terceiro filme pareça o primeiro, pois até a aparência do Thor é repaginada, novos mundos surgem, novos vilões e novos personagens também. Ou seja, rola uma dinâmica totalmente nova, conferindo a trama aquele frescor de uma história aparentemente inédita. 


Mas isso não e melhor, os efeitos visuais estão incrivelmente bonitos e reais, a versão 3D foi bem aproveitada nas cenas, há muita ação, mas também há os diálogos ácidos e divertidos, que nos levam a boas gargalhadas. A fotografia está bem clara e colorida, diferente dos cenários sombrios dos filmes anteriores. Isso sem falar do ar futurista dignos dos games de ficção científica com suas naves espaciais e raios lasers.


Eu sou suspeita em falar, pois adoro os filmes da Marvel, mas percebo que a cada lançamento a evolução do trabalho do estúdio é notável e se eu me surpreendi com Dr. Estranho, Thor Ragnarok já subiu um patamar quando se trata de nos surpreender em questão de imagem cinematográfica.


Espero que todos tenham a oportunidade de ver esse filme e se divertir assim como eu me diverti.

Até a próxima!!!

setembro 11, 2017

Dica de Filme: It (A Coisa)

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje é dia de trazer uma super dica de filme para quem gosta de cinema, de literatura e de terror.


Os fãs do King com certeza estão lotando as salas de cinema nesse momento e eu, é claro, também fui conferir o filme It.


Sinopse: Derry, no Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, sendo palhaços presos apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise (Tim Curry). Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Assim ele liga para Richard Tozier (Harry Anderson), Eddie Kaspbrak (Dennis Christopher), Stanley Uris (Richard Masur), Beverly Marsh Rogan (Annette O'Toole), Ben Hanscom (John Ritter) e William Denbrough (Richard Thomas), pois todos os sete quando jovens, viram "A Coisa" e juraram combatê-la, caso surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas.


Pois é, fui ver, senão o mais, um dos filmes mais aguardados do ano, afinal um filme baseado na obra do mestre King é sempre permeado de expectativas e comigo não foi diferente. Confesso que não li o livro, mas gostaria de ter lido e pretendo fazê-lo o quanto antes, pois não apenas o horror empregado me encantou, como todos os outros elementos que o autor insere em suas obras.


A cena inicial do filme é muito impactante e abre brilhantemente o enredo que vai se desenvolver em torno da cidade de Derry, onde misteriosos acontecimentos marcam a história do local. Logo, vamos conhecendo os personagens principais, um grupo de adolescentes por quem a gente não dá nada, ou seja, os estranhos, diferentes e imperfeitos alunos, e uma das coisas que mais gostei são suas histórias de vida, que os fazem ser quem são, algo que só o King consegue fazer: criar personagens marcantes e profundos dentro do contexto sinistro da trama.


Passado o susto da cena inicial, a história meio que se desenrola em torno do desaparecimento do irmão menor de um dos protagonistas, que culpa-se pelo que aconteceu e tenta elaborar teorias para explicar o ocorrido. E aí entra o novato, um garoto que por não ter amigos passa seus dias na biblioteca pesquisando curiosidade sobre a cidade. É ele quem descobre alguns mistérios e elabora teorias conspiratórias sobre o alto número de desaparecidos na cidade, especialmente crianças.


O fato é que cada um dos adolescentes possuem medos pessoais que serão colocados a prova, sempre que Pennywise surge em cena. E ele com certeza é um dos personagens mais fantásticos que nossa imaginação consegue conceber, afinal, ele é apenas um palhaço dançarino... não pera!


O filme mescla cenas dramáticas, assustadoras e cômicas em vários momentos, elementos que o mestre Sptephen King consegue unir magistralmente em sua obra, e apesar de o filme não conseguir abarcar tudo que o livro possui imagino, a adaptação buscou captar bem cada sensação que a narrativa do autor nos provoca.


E é claro que ele deixa aquela pequena abertura para a continuação que já aguardo ansiosamente, e dessa vez, após a leitura.

junho 25, 2017

Dica de Filme: Branquinha

Olá pessoal, tudo bem?
Resolvi somar as férias da faculdade com a chegada do inverno e o resultado foi uma tarde de Netflix embaixo das cobertas.


Sempre vejo séries, mas após 3 episódios de OITNB, resolvei escolher um filme e lembrei de uma indicação que me fizeram a um tempo. Vamos saber o que achei do filme Branquinha.



Sinopse: Verão, Nova York. Uma jovem estudante se apaixona perdidamente por um cara que acabou de conhecer. Depois de uma noite de festa que deu errado, ela vai ao extremo para conseguir seu namorado de volta.




Começamos o filme conhecendo Leah e sua amiga que se mudam para Nova York por causa da faculdade. Sua juventude fica bem visível, enquanto o roteiro se desenrola, ela adora beber, fumar, cheirar e vai descobrindo as facilidades dessa vida inconsequente após se envolver com o chefe no estágio e com o jovem e belo traficante do bairro, Blue.


Logo no início temos várias cenas quentes, mas no desenrolar da trama o enredo mostra que a vida o filme não é só sexo, drogas e rocki n roll. Leah faz com que seu namorado, que até então, apenas um traficante de bairro, desejar querer chegar mais longe, se envolvendo com gente da pesada para ampliar seu comércio de cocaína, a real protagonista do filme. Porém, ele acaba preso e aqui começa a saga de Leah para ajudá-lo a sair da prisão.


Leah tem todas as ferramentas em mãos para ajudar o namorado, mas suas atitudes infantis e inconsequentes a farão meter os pés pelas mãos e literalmente f**** com tudo. Ao mesmo tempo em que ela desfruta da liberdade de ser jovem e branca, alguns dos amigos vão deixá-la na mão e ela se vê perseguida, usada, abusada e muito, muito chapada.


O interessante é que o filme faz um paralelo entre Leah e a cocaína, e essa referência mostra os altos e baixos das duas "branquinhas" dentro do contexto do filme, desde seu poder de sedução, a euforia, liberdade, a decadência e o fundo do poço. É interessante perceber isso enquanto assistimos o filme.


O desfecho do filme é muito tenso, insano e perfeito para fechar a história. Eu amei o uso do drama, a forma como a juventude americana é retratada, o uso que se faz do dinheiro e das pessoas, enfim. Achei o filme incrível, apesar daquele clichê romântico de a namorada ajudar o cara que se deu mal e tal. Ainda assim, esse plano de fundo funciona para contar essa história incrível.


Espero que tenham curtido essa dica. Para quem curte dramas, pesados, com temas de sexo e drogas, recomendo.

Até a próxima!!!!

janeiro 29, 2017

Dida de Filme: La La Land

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje, venho falar sobre um dos lançamentos do cinema que está sendo um grande sucesso nas telonas.


Pois é, depois de ganhar 7 Globos de Ouro e ter sido indicado em 14 categorias do Oscar 2017, se igualando a Titanic, o filme La La Land, já é um imenso sucesso de bilheteria e de crítica.

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.



Bom, eu vi o filme logo que estreou, mas fiquei com saber o que dizer sobre ele. Pois é, parece estranho, mas realmente não consegui formar uma opinião sobre ele. Mas vou tentar tecer alguns comentários.

Como todos já devem saber, trata-se de um musical idealizado pelo diretor Damien Chazelle, que já tinha o projeto em mente, mas foi depois do sucesso de Whiplash que ele se sentiu a vontade para colocá-lo em prática, por ser um projeto ambicioso e sem a assinatura de um grande músico, cujo roteiro nos apresenta Sebastian, um pianista que sonha em abrir um clube de Jazz e Mia, uma garçonete que sonha em se tornar uma atriz de sucesso em Hollywood.


O musical, apesar de ter um romance como pano de fundo, na verdade foca nos sonhos. Aquela ideia americana de fazer acontecer é o foco do enredo, que está recheado de referências a filmes e outros musicais, como Dançando na Chuva. Se você gosta de cinema como eu, vai perceber isso logo de cara.


A fotografia do filme é linda, cheia de cores e cenários bem icônicos, os figurinos também trazem referências retrô, mesmo a história se passando nos dias atuais. Além disso, a trilha sonora está incrível, e sendo um musical, é de imaginar que tenha muitas falas cantadas, mas não se engane: há cenas musicais, mas que não interferem no desenvolvimento da trama, você não se perde no meio das cenas musicadas que geralmente trazem muitos detalhes do filme e que acabam passando despercebidos, aqui dá para curtir a música sem sentir que ela prejudicou a cana.


Eu gosto muito dos atores (Ryan Gosling e Emma Stone), eles estão realmente ótimos em seus papeis e a química entre eles é quase palpável. Eles fizeram aulas de dança e o Ryan Gosling aprendeu a tocar em apenas 3 meses para estar tocando em todas as cenas. Além disso, o musico John Legend faz uma participação e também teve que aprender a tocar para interpretar seu personagem.


Eu fiquei sem saber o que falar sobre o filme, pois não há defeitos, não há nada que eu não goste nele, ao mesmo tempo, não é um filme arrebatador, sabe? Tudo é muito romantizado, muito clichê, de forma que não dá para não gostar, mesmo com final que acaba fugindo do convencional, mas que fecha com chave de ouro a proposta do filme. Ele não é um filme que eu poderia considerar um filme para o mundo ver, pois tudo nele é como uma propaganda do "sonho americano" como já citei. Não é a toa que foi e ainda será tão premiado.

Se quiser ver em quais categorias o filme concorre, bem como ver todos os indicados, acesse o Adoro Cinema.

Até a próxima!!!

dezembro 17, 2016

Dica de Filme; Animais Fantásticos e Onde Habitam

Olá pessoal, tudo bem?
Assim que fiquei de férias da faculdade tratei de correr pro cinema e o filme que fui ver, era o mais esperado do ano.


O engraçado que é nunca fui muito fã dos livros de Harry Potter, mas os filmes... adoro!

Sinopse: O excêntrico magizoologista Newt Scamander chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.

A J.K. Rowling não se cansa de nos surpreender. Harry Potter é um verdadeiro fenômeno entre leitores de todo o mundo e esse universo que ela criou encanta de crianças a adultos e é impossível não se pegar fantasiando em ser um bruxo, ou estudar em uma escola de magia, ter uma varinha mágica, etc. Sua nova empreitada não é diferente, Animais Fantásticos e Onde Habitam já conquistou seu espaço no meu coração.


O filme se passa em 1926, quando um jovem com uma "simples" mala desembarca em Nova York com uma missão: devolver um dos fantásticos animais ao seu habitat natural. Porém, após trocar sua mala com o atrapalhado Jacob, ele descobre que os fantásticos animais estão sendo dizimados pelo sindicato de magia por questões de segurança. E ele fará de tudo para proteger todas as espécies que ele estuda há anos.



Uma das coisas que mais gostei desse enredo, é que ele se expande para além dos muros de Hogwrads, e junto com o scamander vamos descobrir a política e os interesses por trás da trama, onde os bruxos vivem escondidos e impedidos de se mostrarem como realmente são. E por isso, os animais fantásticos, considerados perigosos, estão sendo extintos. Ou seja,a trama traz a discussão a questão social, do que é diferente, do que é permitido e o que não é. Lembrou-me de X-Man, cujo enredo dos quadrinhos e dos filmes abordam esse mesmo tema. 


Outra coisa que gostei foi que a autora parece ter pensando em seus leitores quando escreveu AFEOH, que eram crianças quando leram HP e hoje são jovens, de forma que a história é mais madura, mas densa, com romances, personagens mais complexos e discussões mais elaboradas. É claro que a atmosfera ainda é leve e divertida, mas é notável que o nível aumentou, o que é bom, pois acaba atingindo um público maior.


Falando dos personagens, devo dizer que estou apaixonada pelo Jacob, para mim, o personagem mais fofo do filme, ele rouba a cena em vários momentos e é um personagem que eu gostaria que estivesse presente nos próximos filmes. Além dele, gostei muito da seleção de todo o elenco, desde os vilões até os coadjuvantes. Não preciso nem falar que o Eddie Redmayne se encaixou perfeitamente ao personagem, e a participação de Johnny Depp foi muito esperada. Só não gostei muito da atriz bque faz a Porpentina, não sei se foi o papel, a personagem, mas senti que ela ficou um pouco apagada mesmo nas cenas que ela deveria se destacar.



Agora, os animais para mim, foram o verdadeiro destaque e era isso mesmo que deveria acontecer, afinal o filme é sobre eles e as inúmera espécies que vão aparecendo desde o começo do filme vão nos encantando a cada aparição. É como se estivéssemos indo a um zoológico de espécies muito raras, você deseja que elas existam de verdade, que façam parte não apenas do convívio dos personagens, mas do nosso também. Somado a isso, vem os efeitos especiais, a parte gráfica de criação das criaturas que são bem icônicas.


Para finalizar, devo dizer que o filme, não apenas me surpreendeu, mas ele me encantou e me deixou querendo muito saber mais sobre essa nova saga. Quem tiver a oportunidade, corra para o cinema e se delicie, com essa aventura, cheia de mistério, romance, animais fantásticos e muitas risadas.

Até a próxima!!!

novembro 09, 2016

Dica de Filme: Dr. Estranho

Olá pessoas lindas, tudo bem?
Semana passada foi a estréia do novo Super Herói da Marvel, O Dr. estranho e eu não pude deixar de conferir.


Não teria me animado tanto para ver um filme de um super herói que nunca tinha ouvido falar se não fosse pela escolha do Benedict Cumberbath para o papel principal, pois tenho admirado bastante seu trabalho com ator.

Sinopse: Stephen Strange leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

Como todo filme que segue uma saga, esse começa nos apresentando os personagens principais e já de início temos uma espécie de prefácio, e uma cena de ação incrível, onde o vilão já aprece mostrando a que veio. Na sequência, vemos o Dr. Stephen Strange em ação na mesa de cirurgia, mostrando toda sua destreza com o bisturi e toda a sua arrogância. Mas um acidente irá lhe tirar tudo isso.


Ele vai em busca de cura para sua recente condição e vai descobrir, lá no Nepal, que não é a ciência que irá resolver seu problema. Devido ao seu brilhantismo, dedicação e obstinação, ele consegue se desenvolver rapidamente e logo vai precisar lutar contra um inimigo bastante poderoso. Mas há sempre algo além dos poderem adquiridos o que vai deixar pano para manga nos próximos filmes.


Eu li em vários lugares falando que esse era o filme mais psicodélico que já foi feito, e de fato, os efeitos visuais, super elogiados e já premiados, são fantásticos e nos deixam meio zonzos, ainda bem que não vi em 3D kkkk. Quem assistiu o filme A Origem, vai ter uma pequena noção do que se passa no mundo do Dr. Estranho. Outro ponto positivo são aquelas tiradas sarcásticas que não podem faltar nos filmes da Marvel.


Eu fiquei muito feliz com a atuação do Benedict, acho que ele se encaixou bem no personagem em vários aspectos, tanto fisicamente quando em desenvoltura nas cenas de ação. Também gostei do vilão e do coadjuvante que vai traçar um paralelo entre o certo e o errado, algo que deve ficar mais claro no próximo filme. Mas não gostei muito da escolha da atriz que faz a anciã que o treina. Primeiro por ela não ter nenhuma característica étnica, e pelo fato de ela estar horripilante. seria gente, quando a câmera aproxima o rosto dela dá medo. Ela é uma ótima atriz, não vou negar, mas não combinou com o filme, fiquei meio fora de contexto, pelo menos pra mim.


Minha principal crítica ao filme, é com o fato de que tudo aconteceu muito rápido, tendo em vista a complexidade dos personagens e da trama, queria alguns minutos a mais de filme para que tudo acontecesse sem pressa. Além disso, o acidente que feriu o Dr. Strange ficou mal explicado, sei lá...


A dica para quem ainda não viu é que tem duas cenas pós créditos, não saiam do cinema sem vê-las!!! Elas vão dar pistas para sequências de dois filmes diferentes, o que já me deixou bem ansiosa.

Então, é isso, espero que tenham curtido. Se alguém já viu, vamos conversar!!!

Até a próxima!!

outubro 23, 2016

Dica de Filme: Inferno

Olá pessoal, tudo bem?
Aproveitei o ultimo feriado em casa e fui com minha irmã ao cinema, para desopilar e como não poderia deixar de ser, vim contar para vocês o que achei do filme Inferno.


Baseado na obra do escritor Dan Brown, Inferno é um de seus grandes sucessos literários e por isso o filme foi muito aguardado. Leia aqui minha resenha.


Sinopse: Florença, Itália. Robert Langdon (Tom Hanks) desperta em um hospital, com um ferimento na cabeça provocado por um tiro de raspão. Bastante grogue, ele é tratado por Sienna Brooks (Felicity Jones), uma médica que o conheceu quando ainda era criança. Langdon não se lembra de absolutamente nada que lhe aconteceu nas últimas 48 horas, nem mesmo o porquê de estar em Florença. Subitamente, ele é atacado por uma mulher misteriosa e, com a ajuda de Sienna, escapa do local. Ela o leva até sua casa, onde trata de seu ferimento. Lá Langdon percebe que em seu paletó está um frasco lacrado, que apenas pode ser aberto com sua impressão digital. Nele, há um estranho artefato que dá início a uma busca incessante através do universo de Dante Alighieri, autor de "A Divina Comédia", de forma a que possa entender não apenas o que lhe aconteceu, mas também o porquê de ser perseguido.


Então, o filme já começa com aquela cena no hospital e uma fuga desesperada com um Robert Langdon ainda desnorteado pelo acidente sofrido e a pancada na cabeça. Quem o acompanha nessa nova saga é a prodígio Sienna Brooks, interpretada pela Felicty Jones que por ser bem jovem, dá muita leveza as cenas, que possuem muita ação.


Os cenários por onde a história ocorre, passa por Florença, Veneza e Istambul, onde o diretor e a equipe de fotografia não nos pouparam das linas imagens. E como é muito comum nos livros do Dan Brown, nos vamos passeando pela rica história europeia, conhecendo seus segredos e seus encantos.


Assim, como em O Código Da Vinci, a história traz mais um tema bastante polêmico e que gera muitas discussões nos mais diversos meios, que é a questão da superpopulação. Mas ao contrário do seu antecessor, que escandalizou a Igreja, esse busca desestruturar o meio científico e suas análises a cerca do crescimento vertiginoso da população mundial. Onde um excêntrico bilionário resolve por conta própria dar um jeito de resolver o problema.


O legal do filme, em relação ao livro é que ele mantém um bom ritmo de acontecimentos, ao contrário do livro que tem algumas partes longas e chatas de explicação sobre o vírus, a pintura de Btticelli e a teoria Malthusiana que pauta a ideia do maluco genocida. Ponto positivo para os roteiristas que conseguiram manter os detalhes do enredo sem tornar o filme longo e parado demais.


Para quem conhece a história e/ou já leu o livro, sabe que há algumas reviravoltas na trama e que tornam tudo muito dinâmico, nos fazendo repensar o papel de cada personagem que compõe o elenco, tipo, e agora, em quem devo acreditar? Quem está do lado certo? Além do vilão, existem mais pessoas com esse pensamento insano?


E essas reflexões não ficam só com relação aos personagens, pois o tema em si é realmente importante de ser pensado, pois a questão da "superpopulação" é uma realidade, e coloco a palavra entre aspas pois sabemos que esse termo é relativo e envolve mais coisas, além da questão de saúde que é abordada no filme. Enfim...


Para finalizar, o filme se encerra um pouco diferente do livro, se não me engano há algo mais que vai causar um impacto real no desfecho, mas como eu quero que vocês leiam o livro também, além de ver o filme, vou deixar no ar.

Espero que tenham curtido e quem já viu, não deixe de me contar o que achou.

Até a próxima!!!

setembro 25, 2016

Dica de Filme: Aquarius

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje, vou falar sobre um filme que fui ver semana passada, e que está envolto em algumas polêmicas, mas que (e talvez por isso) tem conquistado muitos fãs.


Aquarius é um filme nacional que ficou bem conhecido no festival de Cannes, que concorreu a palma de ouro no mês de maio, quando seus idealizadores levantaram cartazes em protesto ao Impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Apesar de ter sido bastante aplaudido e elogiado pela crítica internacional, o filme acabou não levando o prêmio, mas deixou bastante clara sua mensagem.


Sinopse: Clara (Sonia Braga) tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.
Não recomendado para menores de 16 anos

O filme se inicia  no ano de 1980, mostrando um pedaço da vida naquela período, com Clara ainda jovem, recém recuperada de um câncer de mama, comemorando os 70 anos de sua tia, uma mulher a frente do seu tempo, que conquistou muita coisa em sua juventude. Esse momento do filme vai dar início a mudança da passagem do tempo, nos levando a várias reflexões que vão surgir no decorrer do filme, a partir do significado de cada detalhe presente em cena.


Como o filme retrata não apenas a história de Clara, nossa protagonista, interpretada brilhantemente pela Sonia Braga, mas também o apartamento em que ela vive, nós podemos ver o trabalho incrível da cenografia, que nos fez enxergar a transição do tempo, a partir dos móveis e objetos dispostos pelo ambiente, mostrando que o “velho” e o “novo” coexistem, se complementam e resistem ali, assim como o próprio Aquarius, o prédio que se mantém firme em meio aos edifícios modernos e de luxo, cumprindo naturalmente sua função.


E a Clara, vem a ser a personificação disso tudo, afinal, ela é uma senhora que leva consigo as marcas do tempo e das transformações ambientais que estão constantemente  acontecendo a sua volta. Apesar de ter sofrido um câncer, de estar aposentada, não se trata de uma velhinha que não consegue desapegar de suas coisas e daquela vida que ela tem desde sempre, ela é uma mulher forte, lúcida e que percebe o mundo ao seu redor, tendo se adaptado muito bem a ele. Isso fica muito claro quando o enredo mostra ela usando um iPhone ao mesmo que ouve seus discos de vinil, aceitando naturalmente o filho homossexual, dentre outras coisas que exprimem sua capacidade de se reinventar enquanto pessoa, ou seja, ela, assim como o Aquarius, não precisam ser substituídos por um modelo mais novo, já que esse ainda “funciona” bem.



Em contrapartida, a trama trabalha várias outras questões, como o papel da especulação imobiliária na transformação dos lugares, da política, das oligarquias e da luta de classes, dentre muitas analogias que surgem e que enchem nossa mente de reflexões. O diretor não entrou na discussão, ela apenas jogou um centelha deixando que nossas mentes trabalhassem e absorvessem cada um dos vários problemas sociais que vão passando em nossa frente, através dos diálogos que acorrem entre os personagens, que são pessoas tão reais quanto nós, quanto seus vizinhos, amigos e parentes. 


As relações que se estabelecem durante o filme mostram muito bem a fragilidade e importância das relações familiares, dos círculos de amizade e de negócios, sob o pano de fundo do embate entre uma construtora que tenta a todo custo tirar Clara da jogada, enquanto ela está lá, resistindo. E essa talvez seja a palavra-chave desse filme... #Resistir.


Além de retratar a cidade de Recife de uma forma bem poética, quero ressaltar aqui a maravilhosa trilha sonora do filme, que vai de Roberto Carlos a Queen, ela nos leva a um passeio pelos anos 70 e 80, selecionada a dedo e de uma qualidade ímpar. Afinal, a personagem Clara é uma crítica de música e seria muito injusto com ela, se fosse diferente. Torcendo por um CD com essa trilha sonora, já!


Enfim, já falei demais, o filme é brilhante, atual e cabe perfeitamente no contexto atual do país. E como li em uma das críticas da internet, ele retrata nosso país em vários aspectos, por isso eu recomendo que todos o vejam, com sua mente aberta e tentando captar cada detalhe, cada frase, cada expressão, pois todas elas estão ali para lhe dizer alguma coisa.

 
© Ventos do Outono | 2016 | Todos os Direitos Reservados | Criado por: Luciana Martinho | Tecnologia Blogger. imagem-logo